segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Conversas, sonhos e desejos...

Ele: Está amando hoje?
Ela: Não, querendo amar.
Ele: O mesmo?
Ela: Não, alguém, eu quem sabe...Ninguém talvez, não sei.
Ele: Filosófico, poético...
Ela: Devaneios, eloquente, incoerente, só....Solitário.
Ele: Solitário?! Não, partilhou. Quem sabe não é mais só seu.
Ela: Nem sei. Se sei não veja. Se vejo não entendo, estou meio louca hoje.
Ele: Se não entende não absorve, logo não acontece.
Ela: Se não acontece, não acredito. Se não acredito, não existo. E mesmo não existindo, SINTO.
Ele: Então houve, há, pode acontecer.
Ela: Não pode, não quer, não vai. Se foi, é adeus. Não sei se com você é assim, mas tem dias que só um abraço, um beijo, um olhar basta. É um contentar-se com tão pouco, mas esse pouco é tanto. Não cabe no peito, a mão não segura, os olhos não alcançam. Mas o coração sente, vibra, se agita. Fica inquieto, aliviado com a presença. Com o carinho, com o cheiro, o gosto, o calor. Saber que está aqui, mesmo distante alivia, conforta, ampara, protege.........É assim? Dias de chuva me causam isso.
 Ele: Hum, não. Sinto falta e pronto. O que me restou não me completa. Faz parte, mas não supre.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Um novo Amor

"Os lábios macios, o toque das mãos, o calor do corpo. Meu corpo reage como se cada célula compartilhasse de uma emoção sem fim. Quero te devorar, não consigo afastar minhas mãos da sua pele quente. Não posso, não gosto, não quero distância entre nós. Corpos suados, água quente, fria e desejo sem fim. A cada toque, a cada beijo, a cada arrepio que desfruto junto de ti é confortável. Busco no seu olhar o meu pouso, onde repouso os sentidos, sentimentos que me seguem. Fui marcada, tatuado em meu peito está todo desejo, que escondo e aprisiono de mim mesma. O silencio bate a porta, mas é expulso quando um suspiro é liberto entre um beijo, um toque. Me entrego a esse prazer intenso, deixo que tome conta do corpo, da mente. Que ela siga perdida, desorientada, desamparada. Sou prisioneira do seu jogo. Não existe saída, e quem disse que quero sair? Mas a razão invadiu o quarto, senta-se a cama, sem cerimônia vem nos trazer de volta. Pés no chão, mente no espaço, corpos envoltos. Penso nos instantes juntos, reflito, desejo, espero, creio, aceito, pergunto, respondo, procuro, me escondo. Não sei como fazer, mas sei que foi feito algo de mim. Penso em ti, e nem sei por quê..."

#26

P.S.: Me desculpem pela ausência, mas foi preciso. Estou de volta e com novos textos, ideias e visão mais apurada que antes. Ou melhor, a mente se abre para um novo estilo de texto. Algo aprisionado e agora liberto através de Um novo Amor.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

ANA

“Ana não sabia que esse sentimento existia. O desejo invadia seu corpo e a deixava sem reação. Os olhos brilhavam como nunca, a pele estava fresca, lábios úmidos...Encontrara alguém perfeito. Desejo era algo constante, corpos em sintonia. Nada era tão bom e completo, como as tardes virando noites na cama de seu amado. Já nem sabia mais se um dia teve vida dentro de si, mas tinha certeza que estava viva agora. Podia sentir o sangue ferver a cada encontro, a cada toque. Sua mente vagava por um vale de luxúria, onde seus maiores medos, tornaram-se seus melhores amigos. Descobrindo a cada alucinação, uma forma de se fazer plena e perfeita para aquele que a acordara para um mundo diferente.”

#26

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Pele

" Em alguns momentos me sinto tola, sempre naqueles que me pego sonhando com você. Em noites de lua cheia, céu claro, estrelas completando o cenário. Faço o mesmo caminho, todas as tardes, a mesma estrada. Mas em noites de lua são diferentes, eu sou diferente. Não consigo libertar os pensamentos, já que eles se voltam todos a você. Quero ouvir sua voz, olhar nos seus olhos, sentir suas mãos em volta da minha cintura. Meu corpo reage a esses pensamentos, a boca seca, me excita. Mãos trêmulas só com a imaginação, as lembranças de você. Busco na memória o seu cheiro, mas o primeiro sentido a me visitar é o seu gosto. Doce como fruta fresca, úmida, ácida, perfeita combinação para descrever o desejo que sinto por você."

#26

terça-feira, 13 de agosto de 2013

“Oi, só quero observar. Nada de palavras, não é preciso. Falar sempre foi difícil e hoje quero assistir...Sim, ver o tempo passar, as folhas caírem, o rio correr e a vida fluir. Ficarei aqui, sentada, quieta (só dessa vez) e saberei se o tempo foi meu amigo. Se aquele que me tirou do seu lado, o transformou em um alguém diferente. Já que por causa dele, não enlouqueci na busca por sua presença a cada lembrança. Ele não permitiu que eu utilizasse de subterfúgios para senti-lo por perto. O tempo foi um bom amigo, meu melhor amigo. Mas sempre estive conectada com cada passo que deu. Sem permissão confesso, mas de fora vi cada lance seu e cada lote que arrematou e aplaudi. Suas conquistas porém, não participei. Uma pena...Mas aqui estou, do mesmo jeito, a mesma loucura, o mesmo sorriso, a mesma alegria de quando te viu pela primeira vez. Aquela que correu ao seu encontro no primeiro retorno. Com aquele sorriso no rosto e olhar reluzente. Mas não me confunda, e não me distraia...Sou a mesma, louca, insana, amante, carente, decente, inerente. Peço apenas que entenda, porque ainda sou a mesma.”

#26

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Amigo

"Amigo, sabe hoje quero falar com você. Melhor pra você. Saudades dos dias de música alta, conversas soltas, cervejas, petiscos, vida em abundância. Mas aprendi a viver sem. Substituir esses dias por outros que vieram de presente, quando está ausente. Novos amigos, novos caminhos, uma vida nova. Como tudo que é novo, tenho medo. Mas sabe, me sinto viva, contente e coerente. Vejo cada momento com outros olhos, sinto o vento, o gosto da laranja, o calor do sol. Recomeço, isso mesmo! Refazendo um pedaço de mim. Levantando novos tijolos em um muro a pouco desfeito e que me colocava em exposição. Me deixava nua e hoje não sinto isso. Quero te agradecer, pela vida que me ensinou a ver. Mudanças que foram perfeitas e precisas, mesmo que eu não entenda hoje, amanhã quem sabe?"

#26

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Eu?


Até mesmo quando me descrevo tem sempre um tom de nostalgia. Não me vejo com outros olhos. É estranho, essa auto identificação distorcida...Penso muito antes de falar, mas nem sempre dá tempo de controlar. Minha mente processa e a boca já responde. Me entrega sem receio, sem medo e sem reserva. Me distrai com mentiras, contos da carochinha para me expor se reservas. Me sinto louca dessa forma, as vezes pareço mesmo. Falo sozinha, vejo imagens que ninguém mais vê.Gargalhadas saem sem controle a todo tempo. O que é isso? Será que estou feliz e nem sei como? Engraçado não...Porém trágico, uma comédia grega, romana, tupiniquim. Sou assim, baixinha, loquaz, olhos grandes, sorriso fácil, transparente...Mas sou grande, tímida, olhos apagados, boca fechada, uma escuridão de sentimentos, pois meus sentidos foram tirados de mim. Não sei o que você vê quando me olha, nem quero saber...Tenho medo. Pode ser que me veja ou só através de mim, nem sei como sou assim.

#26