Ele: Está amando hoje?
Ela: Não, querendo amar.
Ele: O mesmo?
Ela: Não, alguém, eu quem sabe...Ninguém talvez, não sei.
Ele: Filosófico, poético...
Ela: Devaneios, eloquente, incoerente, só....Solitário.
Ele: Solitário?! Não, partilhou. Quem sabe não é mais só seu.
Ela: Nem sei. Se sei não veja. Se vejo não entendo, estou meio louca hoje.
Ele: Se não entende não absorve, logo não acontece.
Ela: Se não acontece, não acredito. Se não acredito, não existo. E mesmo não existindo, SINTO.
Ele: Então houve, há, pode acontecer.
Ela: Não pode, não quer, não vai. Se foi, é adeus. Não sei se com você é assim, mas tem dias que só um abraço, um beijo, um olhar basta. É um contentar-se com tão pouco, mas esse pouco é tanto. Não cabe no peito, a mão não segura, os olhos não alcançam. Mas o coração sente, vibra, se agita. Fica inquieto, aliviado com a presença. Com o carinho, com o cheiro, o gosto, o calor. Saber que está aqui, mesmo distante alivia, conforta, ampara, protege.........É assim? Dias de chuva me causam isso.
Ele: Hum, não. Sinto falta e pronto. O que me restou não me completa. Faz parte, mas não supre.