terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Liberdade ou livre escolha...??

“O que mais gosto nos meus dias, são os momentos que deixo minha mente livre. Que ela viaja sem destino, sem amarras, solta no tempo. Sem esperar nada, deixar que o acaso tome conta dos seus passos. Imaginar como está o tempo no Japão, e sonhar com as ondas na Austrália. Pensar em como as aves se comportam na Patagônia, sem ao menos tirar o corpo da cadeira; sentada no escritório, sentindo cada movimento das águas no Pacífico, somente com a mente aberta, livre. Gosto de transpor cada cena em palavras, cada sensação em traços. Olhar uma imagem e saber que a tela saiu da minha mente, solta, livre... Começar uma semana com os instintos apurados desta forma, só me elevam mais e mais. Não busco soluções para os meus problemas, desfruto apenas das loucuras que minha mente pode proporcionar.”

#26

Coragem

“O lado bom de não temer as palavras, é sempre ter uma pra quem precisa. É sempre falar o que pensa, deseja, sente, sem temer nada e nem ninguém. Amo mesmo! Ás vezes demais, outras um pouco menos. Sinto saudades, e como sinto saudades... Saudades da infância, saudades dos amigos que não estão por perto, saudades dos amores que se foram, dos amores que não vivi...Mas sinto saudades daquele que ocupa o coração, ocupa os pensamentos do dia. Sufoca e arde o peito, mas é bom... É muito bom me sentir viva dessa forma, saber que os problemas não existem quando me lembro dele. Lembro do sorriso gostoso, da fala macia, dos toques, do beijo. Saber que está por perto, ali do outro lado da linha, ou do outro lado do mundo. Mas saber que nossos mundos ainda podem se (re)encontrar, só me faz bem.”

#26

Ilusões

“Às vezes abrir os olhos é difícil, abrir a mente um pouco mais, abrir o coração nem sempre. Mas corremos riscos ao abrir o peito. Surpreender com amores, paixões, desejos é fácil (para quem quer). Não espero que me entendam, mas espero entender cada sentimento que do meu corpo exalo. Sentido nos passos, sentido nas falas, nos olhares distribuídos. Hoje dispersos e perdidos com o tempo. Cada célula que um dia se movimentou buscando nós dois, hoje caminha sozinha esperando que um dia retorne ao meu ser, intacta. Mas isso é impossível, tudo que sai não retorna da mesma forma. Traz consigo uma carga do outro, de bom ou de ruim. Seja como for, hoje não quero saber, ouvir, sentir, ver, falar. Espero no silencio encontrar meu descanso. O sono perdido na noite, os sonhos que deixei de ter.”

#26

Congelada

“Inspiração congelada, avaliando meus valores, a forma como utilizo cada fonte. Libertar meus pensamentos, minhas ideias, vontades, sem que para isso dependa de alguma coisa, alguém ou sentimento. Preciso disso, uma hora a fonte seca... E quando este momento chegar, minhas forças não serão exauridas por um cessar de sonhos, desejos, sentimentos. Não quero o meu lápis travado em um sentido apenas. Por isso busco no meu reflexo, uma fonte única e inesgotável como forma de inspiração. Outras imagens serão apenas complementos, pois agora são apenas imagens turvas e sem forma. Preciso olhar dentro dos meus olhos, e não dentro de outros pra saber que estou aqui. Deixar de esperar algo de alguém e querer mais de mim mesma. Liberdade que tanto quis, mas sempre aprisionada a outros e nunca a mim.”

#26

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Conversas, sonhos e desejos...

Ele: Está amando hoje?
Ela: Não, querendo amar.
Ele: O mesmo?
Ela: Não, alguém, eu quem sabe...Ninguém talvez, não sei.
Ele: Filosófico, poético...
Ela: Devaneios, eloquente, incoerente, só....Solitário.
Ele: Solitário?! Não, partilhou. Quem sabe não é mais só seu.
Ela: Nem sei. Se sei não veja. Se vejo não entendo, estou meio louca hoje.
Ele: Se não entende não absorve, logo não acontece.
Ela: Se não acontece, não acredito. Se não acredito, não existo. E mesmo não existindo, SINTO.
Ele: Então houve, há, pode acontecer.
Ela: Não pode, não quer, não vai. Se foi, é adeus. Não sei se com você é assim, mas tem dias que só um abraço, um beijo, um olhar basta. É um contentar-se com tão pouco, mas esse pouco é tanto. Não cabe no peito, a mão não segura, os olhos não alcançam. Mas o coração sente, vibra, se agita. Fica inquieto, aliviado com a presença. Com o carinho, com o cheiro, o gosto, o calor. Saber que está aqui, mesmo distante alivia, conforta, ampara, protege.........É assim? Dias de chuva me causam isso.
 Ele: Hum, não. Sinto falta e pronto. O que me restou não me completa. Faz parte, mas não supre.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Um novo Amor

"Os lábios macios, o toque das mãos, o calor do corpo. Meu corpo reage como se cada célula compartilhasse de uma emoção sem fim. Quero te devorar, não consigo afastar minhas mãos da sua pele quente. Não posso, não gosto, não quero distância entre nós. Corpos suados, água quente, fria e desejo sem fim. A cada toque, a cada beijo, a cada arrepio que desfruto junto de ti é confortável. Busco no seu olhar o meu pouso, onde repouso os sentidos, sentimentos que me seguem. Fui marcada, tatuado em meu peito está todo desejo, que escondo e aprisiono de mim mesma. O silencio bate a porta, mas é expulso quando um suspiro é liberto entre um beijo, um toque. Me entrego a esse prazer intenso, deixo que tome conta do corpo, da mente. Que ela siga perdida, desorientada, desamparada. Sou prisioneira do seu jogo. Não existe saída, e quem disse que quero sair? Mas a razão invadiu o quarto, senta-se a cama, sem cerimônia vem nos trazer de volta. Pés no chão, mente no espaço, corpos envoltos. Penso nos instantes juntos, reflito, desejo, espero, creio, aceito, pergunto, respondo, procuro, me escondo. Não sei como fazer, mas sei que foi feito algo de mim. Penso em ti, e nem sei por quê..."

#26

P.S.: Me desculpem pela ausência, mas foi preciso. Estou de volta e com novos textos, ideias e visão mais apurada que antes. Ou melhor, a mente se abre para um novo estilo de texto. Algo aprisionado e agora liberto através de Um novo Amor.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

ANA

“Ana não sabia que esse sentimento existia. O desejo invadia seu corpo e a deixava sem reação. Os olhos brilhavam como nunca, a pele estava fresca, lábios úmidos...Encontrara alguém perfeito. Desejo era algo constante, corpos em sintonia. Nada era tão bom e completo, como as tardes virando noites na cama de seu amado. Já nem sabia mais se um dia teve vida dentro de si, mas tinha certeza que estava viva agora. Podia sentir o sangue ferver a cada encontro, a cada toque. Sua mente vagava por um vale de luxúria, onde seus maiores medos, tornaram-se seus melhores amigos. Descobrindo a cada alucinação, uma forma de se fazer plena e perfeita para aquele que a acordara para um mundo diferente.”

#26